Foto: Tatiana Golsman

Foto: Tatiana Golsman

A Orquestra Sinfônica da Bahia teve sua gestão entregue à iniciativa privada, na última semana. E o governo do estado da Bahia não parou por aí, já anunciou que o Museu de Arte Moderna, com o Palacete das Artes, com o Museu de Arte da Bahia e com outros espaços culturais do Estado também serão privatizados.

“O governo do PT jogou a toalha. Reconheceu sua incompetência administrativa na área cultural. A Orquestra Sinfônica da Bahia sempre foi motivo de orgulho para o povo baiano. Nos últimos 12 anos, contudo, a orquestra entrou em franco declínio. Resultado das más gestões do PT na área cultural. Tanto que já não pode, a rigor, ser chamada de ‘sinfônica’”, criticou o deputado estadual Carlos Geilson (PSDB), em pronunciamento na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (12/4).

Criada em 1982, a Orquestra Sinfônica da Bahia transformou-se rapidamente em uma das mais importantes do país. Esteve sob a regência de conceituados maestros, a exemplo de Isaac Karabtchevsky. Acompanhou grandes nomes da música clássica, como Luciano Pavarotti e Montserrat Caballé.

O deputado ainda enumerou outros exemplos, do que taxou de incapacidade do PT em gerenciar espaços culturais no estado. “Como não sabe administrar, o governo quer passá-los adiante. Como fez com a Fonte Nova e como trabalha para fazer com o Centro de Convenções. Se a moda pega, fará o mesmo, mais tarde com o Teatro Castro Alves, com a Concha Acústica, com as escolas e universidades estaduais. E até mesmo – quem sabe? – com o prédio da Governadoria”, alfinetou Geilson.