A análise da explosão da violência na Bahia, que ganhou dimensões de tragédia nos últimos anos, precisa ser conduzida de forma racional e não pela estupidez da demagogia, pelo estreitamento ideológico ou pela disputa política cega, que não permitem ver o que verdadeiramente está acontecendo no Estado, disse o deputado estadual Carlos Geilson (PSDB), em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (7).

Exibindo números divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que colocam o Estado na liderança do ranking nacional das chamadas mortes violentas intencionais, com 7.110 homicídios registrados no ano passado, Geilson concluiu que faltam ao governo baiano políticas públicas de segurança capazes de conter a crescente explosão da violência que enche de dor os lares baianos.

O deputado disse que o carro-chefe da política de segurança do governo baiano, que vem desde a administração de Jaques Wagner, é o Pacto Pela Vida, uma adaptação de um programa do mesmo nome executado em Pernambuco e que nos anos iniciais, de fato, reduziu a violência e a criminalidade naquele Estado.

“A questão é que em Pernambuco, matriz do Pacto Pela Vida baiano, a violência também vem aumentando assustadoramente. Em 2016, Pernambuco ficou no quarto lugar do ranking da violência, com 4.479 mortes violentas e uma elevada taxa de 47,6 homicídios por cada 100 mil habitantes, maior que a taxa da Bahia, que foi 46,5”, revelou.

Segundo Geilson, no quesito políticas públicas de segurança, Pernambuco não é um exemplo para a Bahia. “Melhor seria olharmos com mais dedicação para o que vem ocorrendo em São Paulo, onde o número de mortes violentas vem caindo e a taxa de homicídios é a menor do Brasil”, disse.