“O processo de radicalização das manifestações contra a implantação do BRT pela Prefeitura de Salvador pode resultar numa tragédia”, advertiu o deputado estadual Carlos Geilson (PSDB). De acordo com o parlamentar, incentivados e até mesmo patrocinados por políticos adversários do prefeito ACM Neto, supostos militantes da defesa do meio ambiente estão anunciando para o próximo fim de semana uma série de manifestações contra a implantação do BRT pela prefeitura de Salvador.

“Até aí, nada demais. Estamos numa democracia, em que qualquer cidadão pode manifestar-se livremente. A questão é que os manifestantes estão sendo convocados não para um ato de protesto, mas para a prática de vandalismo. Falam claramente, nas redes sociais, em derrubar tapumes e danificar equipamentos do canteiro de obras”, denunciou Geilson.

O deputado feirense ressaltou que a construtora, sabedora da manifestação, deverá reforçar a segurança do local, mas que os prejuízos e os desdobramentos da manifestação são imprevisíveis. “Pode ocorrer uma tragédia”, frisou.

Segundo ele, o próprio governador Rui Costa botou lenha na fogueira, ao dizer que o projeto do BRT é inútil e ruim. Rui alegou que os moradores do Horto Florestal, uma área nobre, cheia de mansões e apartamentos luxuosos, nunca irão descer a ladeira para pegar os ônibus do BRT. “Mas esquecendo-se, convenientemente, que ao longo do trecho onde passará o BRT estão o Vale das Pedrinhas, Santa Cruz, Vasco da Gama, Polêmica e outras áreas habitadas por gente humilde, que precisa do transporte de massa”.

Geilson ainda lembrou um ditado popular – quem tem telhado de vidro não joga pedra no do vizinho – e disse que o governador evitou falar da principal alegação dos seus seguidores que criticam o BRT: o corte de algumas árvores. “Afinal, para a implantação do metrô na Avenida Paralela foram cortadas árvores. E não foram poucas. E árvores estão sendo cortadas pelo Governo do Estado para a implantação da Via Metropolitana, que ligará Lauro de Freitas a Camaçari. “O PT usa dois pesos e duas medidas”, salientou.