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Comissão discute com deputados medidas de combate à seca em Feira de Santana

O terceiro encontro da Comissão Especial para o Acompanhamento dos Programas Emergenciais de Combate aos Efeitos da Seca (CEAPECES), realizado nesta sexta-feira (18), na Câmara de Vereadores de Feira de Santana, contou a participação dos deputados estaduais Carlos Geilson (PTN) e Zé Neto (PT). Os parlamentares foram convidados pela CEAPOECES para reforçar a busca de benefícios governamentais que minimizem os efeitos da estiagem no município.

Na reunião foi destacado que algumas medidas para atender moradores dos distritos mais afetados já foram tomadas, mas não são suficientes. Dentre os benefícios previstos estão 3040 vales cesta-básica, no valor de R$60,00 cada, que serão destinados pela Empresa Baiana de Alimentos (EBAL) às famílias cadastradas no programa de distribuição de sementes na Secretaria de Agricultura (Seagri), que não receberam o Seguro Sagra.

“Há nove meses foi decretada situação de emergência em Feira e agora é que os benefícios devem chegar. Os vales cestas assim como os R$ 50 mil liberados pelo Governo para serem investidos em carros pipas são importantes, mas não atendem a demanda. Não culpo o governo Wagner, porque nenhum governo baiano se programou para uma política permanente de combate à seca, mas, embora cara, é necessário que seja feita. Vamos continuar fazendo essa cobrança na Assembleia”, frisou Geilson.

Segundo o deputado, a formação da CEAPOECES é uma iniciativa louvável e a permanência dela é um dos meios de encontrar saídas para a convivência menos sofrida com a seca. A comissão foi criada pelo governo municipal em abril último e é composta por representantes do Sindicato dos Produtores Rurais, Associação dos Pequenos Agricultores de Feira de Santana, Ministério Público, EBDA, Adab, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, Igreja Católica, Embasa e secretarias municipais.

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Geilson apresenta moção pelo aniversário do radialista Dilton Coutinho

Dilton Coutinho, radialista e âncora do programa Acorda Cidade, na Rádio Sociedade, em Feira de Santana, completa mais um ano de vida nesta quinta-feira (17). O deputado estadual e também radialista na mesma cidade, Carlos Geilson (PTN), parabenizou o amigo e colega de profissão apresentando na Assembleia Legislativa da Bahia uma moção de congratulações pela passagem do aniversário do radialista.

Dilton é um grande comunicador, uma força do rádio baiano, além de ser um querido amigo. Seu profissionalismo e seriedade lhe garantem respaldo e o reconhecimento tanto da população, quanto dos seus colegas”, afirma o parlamentar.

O aniversariante do dia tem um longo currículo, já passou pela Casa do Estudante, prefeitura de Feira de Santana, praticamente todas emissoras AM de rádio do município, pela TV Subaé e atualmente está na rádio Sociedade AM 970.

Foto: divulgação.

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Bahia é o segundo pior em reprovação no ensino fundamental

Amargando uma greve que já dura 36 dias, a Bahia registra mais um dado negativo na educação. De acordo com pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o estado é o segundo maior em índice de reprovação no ensino fundamental do país, com 26,3%. No ensino médio, a situação também não é muito animadora, a Bahia é o sexto estado com que mais tem alunos reprovados.

“Educação de qualidade na Bahia passa muito longe. Nosso estado tem um índice de reprovação dez vezes maior do que o Mato Grosso, melhor colocado no ranking do Inep.  Se escolas estão sendo fechadas pela insegurança e nós temos no ensino fundamental o segundo pior do país em reprovação, o que nós podemos almejar para o futuro desse estado?”, questiona o deputado estadual Carlos Geilson (PTN).

O parlamentar ainda acrescentou que apesar desses dados, e de todo problema que a Bahia vem sofrendo com a insegurança, o governo estadual continua intransigente com a greve dos professores e ineficaz no que diz respeito a políticas públicas de segurança e educação.

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Falta de segurança em Feira de Santana afeta também a educação

A falta de segurança pública em Feira de Santana é cada dia mais assustadora. Mortes violentas e roubos são acontecimentos corriqueiros no município. E até a educação já sofre as consequências da falta de ações políticas concretas de combate ao crime. Após ser assaltada pela quarta vez este ano, a Escola Municipal Maria da Glória Carvalho Bahia suspendeu as aulas, nesta quarta-feira (16).

“Já ultrapassamos o absurdo da falta de segurança e não vemos investimento sério para mudar esse quadro não apenas de Feira de Santana, mas de toda a Bahia. O que ainda é preciso acontecer para que o governo do Estado tome providências?”, questiona o deputado estadual Carlos Geilson (PTN).

Apesar da escola pertencer ao município, o parlamentar lembra que a segurança pública é de responsabilidade principal do Estado. “A questão maior não é a Prefeitura disponibilizar um vigia 24 horas para a escola – o que a Secretaria de Educação alega não ter condições de fazer -, mas o ponto inaceitável em que chegamos: crianças estão sem aulas por conta da violência em nossa cidade e o Estado não pode ficar indiferente a situações como essa”, frisa Geilson.

O deputado afirma ainda que o problema da falta de segurança é estrutural e todas as vertentes devem ser consideradas. “O investimento sem duvida é alto e os resultados maiores vêm em longo prazo, mas é preciso que haja medidas. Oferecer boas condições de trabalho aos policiais e aumentar o efetivo, paralelo a campanhas contra a violência e educação de qualidade são algumas das ações indispensáveis, que já não podem ser substituídas pela justificativa de que falta dinheiro. Por trás disso tudo, ao que parece, falta também vontade”, pontua.

Imagem extraída do Google.

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Ser Professor

“Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza. Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo descuidado, corre o risco de se amofinar e já não ser testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa, mas não desiste”, Paulo Freire.

Foi-se o tempo em que diversão de criança era brincar de professor e aluno, por isso desafio a qualquer um perguntar aos filhos pequenos ou jovens o que eles desejam ser quando crescer. É certo que dirão: quero ser médico, advogado, engenheiro, jogador de futebol, ator, menos professor. Por detrás dessas respostas há a revelação daquilo que estamos habituados a sentir na carne: o desdém para com o nosso mister; provocado sobretudo pelo desgaste que a profissão tem sofrido, em decorrências das transformações educacionais, bem como em virtude da exposição da profissão como desvalorizada socialmente, mal remunerada e de rotina desgastante.

Entretanto, ainda que a escolha pela docência seja desejo de poucos, nenhuma outra profissão carrega consigo a nobre arte do ensinar. Por ser arte e por caminhar lado a lado com aquele que para o aluno é exemplo de sabedoria, ensinar é ato de responsabilidade, por isso deveria ser proibido atuação daquele que se envolva nele por falta de algo melhor para fazer, ou porque precisa de um bico para complementar a renda.

Médico ou advogado, engenheiro ou ator, não há qualquer especialidade que exista sem ter passado por lições e professores. Toda profissão, por mais técnica que seja, precisa de mestres.

Os salários dos professores do Estado da Bahia não são dignos, as instalações de trabalho (sala de aula, banheiros, estrutura física de modo geral) em alguns casos; precárias, mas a maior virtude do mestre está em acreditar que é possível transformar a educação em instrumento do desvendar e não com ela vendar as consciências. Está convencido, como assevera Fernando Pessoa de que: “Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive”. Além disso, acredita nas palavras de Rubem Alves “não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”, apesar de saberem que as condições de ensino estão cada vez mais difíceis e, não raro, piores.

O que me chama atenção desde que começou a greve, foi a forma radical com que o governo do Estado, que se diz republicano, forjado nas lutas populares, tratou essa questão dos professores. O governo alega não ter dinheiro para dar o aumento, entretanto nós da oposição encontramos que nos gastos com Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), no ano pré eleitoral de 2009 o governo gastou R$ 406 milhões com esse tipo de contratação e no ano seguinte R$ 420 milhões.

Em seu primeiro governo, Wagner totalizou um gasto de R$ 1,456 bilhão só com Reda. Eu não sou contra o Reda ou os Prestadores de Serviços Temporários (PST), mas defendo que não se use de uma forma indiscriminada, para aparelhar a máquina pública e servir de moeda de troca com a base governista. Então, visto isso, sabemos que dinheiro existe, mas o problema é a forma como ele vem sendo utilizado. Todos sabem que votei a favor dos professores e contra o projeto proposto pelo governo que reajusta o salário dos professores da rede estadual, aprovado na noite do dia 24 de abril.

O governador Jaques Wagner precisa entender que não está lhe dando com qualquer profissão. O professor que acampa na Assembleia Legislativa e está paralisado há mais de 30 dias, pertence, dentre todas as outras profissões, a mais importante para o país. Por ser maltratado diariamente, chegou a esse extremo porque precisa expor o seu dilema. “Me movo como educador, porque, primeiro, me movo como gente”, dizia Freire. Paralisar foi a forma que os professores encontraram de captar os olhares da sociedade, dos deputados e de vossa excelência, governador, para a necessidade de negociação, cuja pauta é acordar algo que é justo e fora prometido no ano passado: melhorias das condições de trabalho e de vida, que começam pelo reajuste de 22,22% ao salário.

No dia 1º de maio homenageava em meu programa de rádio, pela passagem do seu dia, o homem e a mulher que trabalha. Dizia que trabalhar nos faz útil à sociedade e que orgulhar-se do labor nos garante vida e não nos dá apenas possibilidade de construir coisas matérias (casa, carro…), mas de construir, antes, autonomia, autoestima, moral e caráter. Precisamos recuperar a dignidade dos guardiões do saber numa sociedade de memória fraca e curta que desvaloriza coisas que não se acabam: a cultura, o saber e a educação!

Deputado estadual Carlos Geilson (PTN)

Foto extraída do Google.

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Comissão de Educação da Alba não consegue quórum desde início da greve dos professores

Em greve desde o dia 11 de abril, os professores da rede estadual de ensino da Bahia seguem sem conseguir acordo com o governo. Na última terça-feira (8), a Comissão de Educação aprovou a convocação do secretário estadual de Educação, Osvaldo Barreto, para falar sobre os gastos com o Fundeb. No entanto, a convocação foi anulada a pedido do líder do governo, deputado Zé Neto (PT), alegando que o voto do deputado estadual Carlos Geilson (PTN) não é válido para essa solicitação, já que ele é suplente na comissão e os titulares estavam presentes.

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa da Bahia, nesta segunda-feira (14), o deputado Carlos Geilson criticou a base governista, por adotar a iniciativa de não dá quórum à Comissão de Educação. “Desde que começou a greve dos professores, a Comissão de Educação não consegue se reunir, e o motivo independe da presidente Kelly Magalhães (PC do B). O governo se recusa a dá quórum para que a comissão se reúna”, critica.

Para o parlamentar a base do governo não dá quórum à Comissão porque não quer que o secretário de Educação seja convocado para se explicar. “O governo tem que explicar porque não concede reajuste aos docentes e se realmente não tem dinheiro para isto”. De acordo com Geilson, o governo não tem dinheiro para os professores, mas gasta uma fortuna com o Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) e com os Prestadores de Serviço Temporários (PST). “Gasta-se um absurdo com mão-de-obra, mas não tem dinheiro para dar o que é devido, o que é acordado numa mesa de negociação”, afirma o parlamentar.

O deputado ainda disse ainda que boa parte da base governista parece que está sem memória, pois esqueceu suas antigas lutas. “Em 2000 Wagner discursou a favor dos professores, criticando César Borges, então governador, pelo corte no salário dos profissionais e hoje tenta atraí-lo para a base governista. Isso é estar sem memória”, conclui.

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