Publicado em 26 de janeiro de 2012.
Publicado em 25 de janeiro de 2012.
Com população de 8.895 habitantes (3.476 urbana e 5.419 rural) e extensão territorial de 445 km², Candeal conta diariamente com a segurança de dois agentes da Polícia Civil e um da Polícia Militar. As duas viaturas disponíveis para o município estão quebradas e o delegado que responde é titular de Riachão.
Apenas em 2011, o Banco do Brasil da cidade foi assaltado duas vezes. No primeiro dos assaltos, em abril, a quadrilha formada por 10 homens agiu na madrugada e usou dinamite para explodir o cofre. A agência ficou praticamente destruída e até uma residência vizinha sofreu prejuízos. Os dois policiais militares de plantão trocaram tiros com bandidos, mas não conseguiram prender ninguém.
No segundo assalto à mesma agência, em novembro, também na madrugada, a quadrilha usou maçarico para arrombar os caixas eletrônicos. Um morador que percebeu o movimento tentou informar a polícia, mas não conseguiu, porque os assaltantes cortaram os cabos de transmissão das duas torres de telefonia instaladas na cidade.
O deputado estadual Carlos Geilson (PTN) questiona qual a proteção que as polícias de Candeal podem oferecer a população com o atual efetivo e sem estrutura de trabalho: “De que forma eles vão reagir a ação de quadrilhas como as que agiram ano passado totalmente em desvantagem e agora até sem viaturas? Quando o Governo do Estado vai tomar providências sérias para resolver a crítica falta de segurança que assola a Bahia?”
Publicado em 24 de janeiro de 2012.
Com população de 9.027 habitantes (2.087 urbana, 6.940 rural) e 174 km² de extensão territorial, a falta de segurança pública encontrada nos outros municípios se repete em Lamarão.
Dois policiais militares trabalham por dia, a viatura está sem revisão, a delegacia foi encontrada fechada pela equipe de assessoria do deputado estadual Carlos Geilson (PTN) e os moradores não sabem informar sequer se existe delegado no município; nem mesmo o policial militar soube dar a informação.
Segundo o comerciante Dilton Barreto, ninguém vê o trabalho da polícia civil em Lamarão. “Se eu falar que já vi algum policial civil por aqui estou mentindo. Acredito que não tem delegado”, frisou.
O deputado Carlos Geilson afirma que “municípios como Lamarão são um verdadeiro eldorado para ação de bandidos que chegam, fazem o que bem entendem e não encontram resistência das policias, porque falta efetivo e estrutura de trabalho.”
Até mesmo o acesso a de Lamarão é difícil. As duas estradas que ligam o município a Água Fria não têm pavimento e a pavimentação da BA 40, que liga o município a BR 116-Norte, encontra-se em estado deplorável.
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Publicado em 23 de janeiro de 2012.
Com população de 27.492 habitantes (11.252 urbana, 16.2040 rural) e 278 km² de extensão territorial, Irará conta com o efetivo de sete policiais militares por dia e dez civis. A delegada titular no município é a mesma substituta em Santa Bárbara e Santanópolis. A Polícia Militar tem a disposição dois carros e duas motocicletas.
A 5ª Companhia, com sede na cidade (foto), é responsável também pelos municípios de Pedrão – população de 6.896 habitantes, 1.711 urbana, 5.185 rural, e 160 km² de extensão territorial -; Aramari – população de 10.039 habitantes, 5.125 urbana, 4.914 rural, e 330 km² de extensão territorial; Ouriçangas – população de 8.287 habitantes, 2.755 urbana, 5.532 rural, e155 km² de extensão territorial; e Água Fria – população de 15.726 habitantes, 5.777 urbana, 9.949 rural, e 662 km² de extensão territorial.
Cada um desses municípios conta com apenas dois policiais militares e uma viatura, sendo que em Pedrão o veículo existente foi doado pela Escola Agrícola local e plotada pela prefeitura, e a viatura de Ouriçangas quebrada foi substituída por um veículo da Secretaria de Ação Social. Vale ressaltar que os poucos policiais militares que atuam nos municípios do interior baiano são constantemente solicitados para trabalhar em festas.
A exceção de Irará, os demais municípios citados não tem atuação de policiais civis aos finais de semana e feriados. Quando acontece alguma ação criminosa em Pedrão, Aramari e Ouriçangas durantes esses dias, os responsáveis são levados para Alagoinhas. Já em Água Fria, são levados para Serrinha.
“Como é possível que municípios com população grande como essas e áreas territoriais que chegam a ultrapassar 600 km² passem finais de semana e feriados sem policiais civis? A Polícia Militar de Pedrão tem uma viatura doada. É um absurdo a comunidade ter que cumprir a obrigação que é do Governo do Estado”, critica o deputado estadual Carlos Geilson.
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Publicado em 22 de janeiro de 2012.
Com população de 8.781 habitantes (1.684 urbana, 7.097 rural) e 231 km² de extensão territorial, o município que teve a agência do Banco do Brasil assaltada neste mês de janeiro e do Correio assaltada mais de uma vez, segundo moradores, não tem delegado próprio; conta com o suporte da delegada substituta, que é titular em Irará e atende também Santa Bárbara. Apenas um agente civil fica no plantão por dia.
Já na 3ª Cia do DPM, às vezes ficam dois PMs no plantão, às vezes apenas um. De acordo com um policial civil, que prefere não se identificar, a insegurança é tamanha em Santanópolis que ele não quer mais dormir na delegacia. “Quando a gente sai de casa para trabalhar não sabe se volta. Há mais de seis meses esperamos que seja colocada a grade no muro da delegacia (foto) e nada. Não tem segurança alguma”, reclama. E acrescenta: “Quando aparece alguém suspeito aqui tenho até receio de me identificar como policial”.
Outro agente da Polícia Civil informa que depois do último assalto ao Banco do Brasil, a câmera de segurança da agência flagrou uma nova tentativa. “Um homem armado entrou no banco na mesma semana, na madrugada, e quando percebeu que estava sendo filmado saiu rápido. Nessa noite me ligaram, eu estava sozinho no plantão, pedi ajuda aos policiais militares e antes que eles chegassem vi o carro preto passando na rua de trás da delegacia. Agora vamos levar as imagens para análise para tentar identificar a pessoa”, disse.
A opinião unânime entre os moradores de Santanópolis entrevistados é que a segurança local está defasada. O deputado estadual Carlos Geilson (PTN) concorda. “Como as pessoas poderiam ter opinião diferente em município onde um único policial civil fica no plantão? Qual é segurança que um agente pode oferecer a comunidade em situações como a de assalto a banco? Essa realidade precisa mudar o quantos antes. O Governo do Estado tem que reagir”, frisa.
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Publicado em 21 de janeiro de 2012.
Com população de 8.008 habitantes (5.711 urbana, e 2.297 rural) e 220 km² de extensão territorial, o município de Tanquinho conta com apenas uma delegada e um policial civil de plantão por dia. Às 9h45 da última quinta-feira (19), a 5ª Companhia de Polícia instalada na cidade e pertencente ao 16º BPM de Serrinha estava fechada, porque os únicos dois policiais militares em trabalho no dia faziam ronda na cidade.
Luiz Henrique Santos, morador de Tanquinho, confirma que o Batalhão raramente é encontrado aberto e que a segurança no município precisa melhorar muito. “A segurança que temos aqui hoje é fraquíssima. Se precisamos da polícia e tentamos ligar é um sacrifício, às vezes é preciso recorrer a Riachão, porque aqui não atende. Tem que aumentar o número de policiais e viaturas para atender melhor a população”, frisa.
A polícia civil do município tem a disposição um carro, do modelo Fiesta, visivelmente deteriorado. Já a PM tem uma Blazer em bom estado, que no dia da visita da assessoria do deputado Carlos Geilson (PTN) a cidade foi vista estacionada em frente a uma lanchonete.
“É impossível que com esse efetivo e a estrutura de trabalho defasada oferecida pelo Governo do Estado, tanto para a Polícia Civil quanto para a Militar, a população esteja protegida. Não há outra opção, a segurança pública tem que ter prioridade. É necessário aumentar o número de policiais no interior e oferecer melhores condições de trabalho”, protesta Carlos Geilson.
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